Planeta Global

Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018

Dia do Missólogo Brasileiro

Fiquei feliz e lisonjeado pois me considero um missólogo e um "guardião da história" dos concursos de beleza com o blog. Compartilho com vocês o texto que explica a criação deste dia e uma entrevista sobre o assunto com o jornalista Roberto Macedo, o maior missólogo do Brasil.

 

Daslan Melo Lima      

                     

          Há dias consagrados para tudo, ou quase tudo, no Brasil e no mundo: Dia do Amigo, Dia do Soldado, Dia do Gari, Dia do Professor, Dia da Mentira, etc. Eu nunca ouvi falar no Dia do Missólogo. E tenho certeza absoluta que você também nunca ouviu, pois não existe. Pelo menos não existia até esta edição de PASSARELA CULTURAL. A partir de agora, ouso criar um dia para celebrar nossa paixão pelas Misses, paixão que também é sua, prezado leitor, prezada leitora, da SESSÃO NOSTALGIA: 25 de Agosto. 

 

Para responder à pergunta, precisarei focalizar a figura de Luiz Leopoldo Brício de Abreu, ou simplesmente Brício de Abreu, jornalista, poeta, crítico teatral, escritor e dramaturgo nascido no Rio Grande do Sul, em 25 de agosto de 1903, e falecido no Rio de Janeiro, em 16 de fevereiro de 1970.  Foi ele a personalidade que me inspirou a criar o Dia do Missólogo Brasileiro. Abaixo, um pouco da sua trajetória profissional extraída da Wikipédia.

 

Com o poeta Álvaro Moreyra (1888-1964), também gaúcho, Brício de Abreu criou Dom Casmurro, a mais importante revista literária da época. Apesar das dificuldades, chegou a vender 50 mil exemplares semanalmente, número surpreendente para o Brasil daquela época, um país com 30 milhões de habitantes e altíssimos índices de analfabetismo. Posteriormente, ainda nos anos 1940, Brício dirigiu também a Comoedia, revista mensal de teatro, música, cinema e rádio.

   

      Ao longo de sua vida, constituiu um vasto acervo de documentos e material fotográfico referente a artistas que participaram ativamente da vida musical brasileira.  A Coleção Brício de Abreu veio a constituir a maior parte dos documentos digitalizados pelo Cedoc - Centro de Documentação e Informação em Arte da Funarte, que visa a preservação da história da música, sobretudo da música popular. Outra grande parte da coleção encontra-se na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Casou-se duas vezes: primeiro com Maria Desmurs (carece de fontes] e, depois, com Odette Veiga, sua companheira nos últimos trinta anos de sua vida.

 

     Brício de Abreu trabalhou na organização de concursos de beleza, em Paris, de 1929 a 1935, e, anos depois, no Rio de Janeiro. Algumas de suas obras: “Por Experiência", teatro, 1919”; “Evangelho da Ternura”, poesia, 1921; “ A mais forte”, romance, 1922; “Uma Lágrima de Amor”, teatro, 1922; “ A Eterna Comédia”, teatro, 1924. “Eleonora Duse no Rio de Janeiro”, crítica, teoria e história literárias, 1958. “Esses Populares tão Desconhecidos”, teatro, 1963.

 

Brício de Abreu e as Misses

 

      Em reportagem da revista O Cruzeiro, Ano XXXVII, Nº 33, de 22/05/1965, Brício  de Abreu contou que organizou com Maurice De Waleffe (1874-1946) concursos de beleza em Paris, de 1929 a 1935, e anos depois no Rio de Janeiro.  Em 1930, coordenou o certame que teria seu final no Rio de Janeiro, para o Concurso Internacional da Beleza (Miss Universo) daquele ano.

 

Em 1932, ao lado de jornalistas brasileiros que trabalhavam em Paris, elegeu, entre onze moças brasileiras residentes na capital francesa, a Miss Brasil 1932, Yeda Telles de Meneses, filha da célebre cantora Julietta Teles de Meneses. 

Além de organizar com muito zelo concursos de beleza no Brasil e no exterior, Brício de Abreu amava e tinha paixão pelo mundo Miss.